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Sermão – Solenidade da Santíssima Trindade – 31 de maio de 2026

  • 30 de mai.
  • 3 min de leitura

No domingo seguinte ao Pentecostes, a Igreja celebra a Solenidade da Santíssima Trindade.


Após a ressurreição, esperamos 50 dias antes de celebrar o Espírito Santo.


Celebramos o envio do Espírito Santo, prometido muitas vezes por Jesus e aguardado pelos apóstolos.


Hoje, nesta celebração, estamos unidos no Pai, no Filho e no Espírito Santo.


Essa é a essência de tudo o que celebramos. É fundamental para a nossa fé.


Nosso Pai que nos criou, nosso Filho que nos salva e nosso Espírito Santo que nos ama.


Mas existe um grande mistério em torno dessa celebração. Qual é esse mistério?


Os três são um. Não temos três deuses.


Cremos em UM SÓ DEUS. Cremos em um Deus em três pessoas.

Por quê? Porque Jesus nos explicou: “Mas quando ele vier, o Espírito da verdade, ele os guiará a toda a verdade. Ele não falará por si mesmo, mas dirá apenas o que ouvir e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e lhes anunciará. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso eu disse: ele receberá do que é meu e lhes anunciará.”


O Espírito Santo se alimenta da sua comunhão com Jesus. Tudo o que o Pai possui pertence a Jesus.


O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um.


No entanto, é verdade que esse mistério é difícil de desvendar.


Santo Agostinho disse: "É mais fácil para o intelecto humano colocar toda a água do oceano neste pequeno poço na areia do que compreender os mistérios de Deus."


Sabemos que Jesus revelou a Santíssima Trindade e que a Igreja nos ensina essa verdade como central para a nossa fé.


Portanto, no Catecismo lemos: “O mistério fundamental da fé e da vida cristã é o mistério da Santíssima Trindade. Os cristãos são batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (CCIC, 44).


Foi isto que Jesus disse aos seus apóstolos para fazerem antes de ascender ao céu: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.


A Trindade é um mistério: Ele é o Pai eterno de um Filho que existe eternamente, e o amor entre eles — que também é eterno — é o Espírito Santo.


A história da nossa libertação é compreendida na Trindade.


O Senhor envia dois Auxiliadores (Paráclitos) ao mundo para nos salvar de nossa maldade e ignorância: Cristo Jesus e o Espírito Santo.


Cristo Jesus e o Espírito Santo vêm nos ensinar a Verdade.


Infelizmente, nosso conhecimento neste mundo é limitado. Enquanto estivermos aqui na Terra, nosso conhecimento sobre Deus será limitado.


Não podemos conhecer a Deus como Ele realmente é neste momento. Portanto, não podemos compreender plenamente o mistério da Santíssima Trindade.


Como nos diz São Paulo: “Agora vemos tudo como em imagem obscura num espelho; então veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado; então conhecerei todas as coisas, assim como sou plenamente conhecido.”


Enquanto estamos aqui, não vemos Deus como Ele realmente é. De certa forma, Deus se esconde de nós.


Deus oculta a sua plenitude.


Por quê? Porque é assim que Deus demonstra o seu amor.


Se Deus se revelasse completamente a nós, seríamos tão atraídos por Ele que não seríamos capazes de amá-Lo livremente.


Como deveria ser o amor verdadeiro?


Para amar verdadeiramente a Deus, devemos amá-Lo livremente.


Portanto, Deus está nos chamando, mas Ele não está forçando ninguém a rezar, a se tornar católico ou a ir à igreja.


Se realmente amamos a Deus, devemos demonstrar livremente o nosso amor por Ele.


A Santíssima Trindade é uma comunidade de amor. Essa comunidade, revelada, mas cujo significado permanece em parte oculto, aguarda o momento em que poderá ver Deus face a face.


Viver uma vida na Trindade significa viver uma vida no amor de Deus, que é o verdadeiro amor. Este é o amor que deve ser vivido na família, no trabalho e na igreja.


Então Deus existe.


Que Maria nos ajude a compreender o mistério da Trindade. Que possamos ver a Trindade — o Pai, o Filho e o Espírito Santo — como o grande e oculto amor de Deus pela humanidade.

 
 
 

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