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Sermão – A Unidade da Igreja: A Oração de Cristo (João 17:20-26) – 21 de maio de 2026

  • 21 de mai.
  • 3 min de leitura

Na Bíblia, no capítulo 17 de São João, Jesus relata uma de suas orações mais profundas.


Pouco antes de Sua Paixão, o Senhor ora não apenas pelos Apóstolos, mas por todos aqueles que crerão nEle no futuro; ou seja, por nós também.


E o que Jesus pede ao Pai?

“Que todos sejam um, Pai, assim como tu estás em mim e eu em ti.” (João 17:21)


A unidade da Igreja não é uma questão secundária. Não se trata simplesmente de convivência ou organização. A unidade é a vontade direta de Cristo. É também um dom de Deus e um dever dado aos cristãos.


Jesus sabia que um mundo dividido pelo pecado precisaria ver um sinal tangível da presença de Deus.


Portanto, ele afirma que a união de seus alunos servirá de testemunho ao mundo: “Que o mundo creia que Tu me enviaste”.


Por isso, a unidade é uma das características distintivas da verdadeira Igreja.


Desde os primeiros séculos, a Igreja ensina as quatro características fundamentais da Igreja de Cristo: una, santa, católica e apostólica. Todos os domingos, na Confissão de Fé, dizemos:

“Creio em uma só Igreja, santa, católica e apostólica.”

A igreja é una porque:

  • Ele só tem um Senhor: Jesus Cristo;

  • Ele tem apenas uma crença;

  • Só existe um tipo de batismo;

  • Possui apenas uma doutrina que provém dos apóstolos;

  • Ele celebra apenas a Eucaristia;

  • E está ligado ao sucessor de São Pedro como uma figura visível na Terra.


Essa unidade não significa que todas as culturas ou tradições sejam iguais.

A Igreja vive entre muitos povos, que possuem diversas tradições espirituais e carismas. Mas todos estão unidos na mesma fé e na mesma comunhão.


É impressionante como a mesma fé é vivida na Turquia, no Brasil, em Portugal e em todo o mundo, na mesma Eucaristia. O mesmo Evangelho, o mesmo legado apostólico, o mesmo Cristo.

Isso não é obra exclusiva dos seres humanos. Se a Igreja manteve sua unidade por dois mil anos, apesar das perseguições, crises e pecados humanos, é porque Cristo permaneceu com ela.


Mas o Evangelho de hoje também nos chama a questionar as nossas próprias vidas, porque a unidade da Igreja deve ser vivida concretamente por cada cristão.


Então, como podemos vivenciar essa união?

Primeiro: permanecendo fiéis à verdade. A verdadeira unidade não se estabelece diluindo a fé ou alterando a Bíblia para atender a desejos mundanos. Não há unidade sem verdade. Jesus orou para que fôssemos unidos a Ele.


Em segundo lugar: vivendo o amor. Fofoca, inveja, orgulho e julgamento dividem muitas comunidades. Quantas congregações sofrem com a falta de humildade! São Paulo nos aconselha a suportar uns aos outros com amor.


Terceiro: Permanecendo em comunhão com a Igreja. Hoje, a ideia de que "viverei Jesus à minha maneira, não preciso da Igreja" é comum. Mas Cristo não estabeleceu uma igreja para indivíduos; Ele estabeleceu uma Igreja visível e unida. Aqueles que amam a Cristo também amam a Sua Igreja.


Quarto: orando pela unidade. Jesus orou pela unidade de seus discípulos; nós também devemos orar pela fidelidade de nossas famílias, nossas congregações, todos os cristãos e a Igreja.


O mundo de hoje está cheio de divisões: famílias desfeitas, sociedades polarizadas, pessoas solitárias… Num mundo assim, a Igreja é chamada a ser um símbolo de unidade e fraternidade. Quando os cristãos estão verdadeiramente unidos na fé e no amor, a presença de Deus torna-se visível.

A Bíblia termina com uma bela promessa: “Para que sejam unidos em unidade, tu em mim e eu neles”.


A unidade da Igreja surge da vida da Santíssima Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo vivem em perfeita unidade de amor; e Cristo deseja nos incluir nesta comunhão divina.


Vamos pedir a Deus por essa graça hoje:

  • em nossa família,

  • em nossa vizinhança,

  • em nossa comunidade,

  • E que sejamos um meio de unidade em toda a Igreja.


Que jamais sejamos causa de divisão; que sejamos testemunhas da verdade, do amor e da comunhão.

E quando as pessoas virem nossa união, que elas acreditem que Jesus Cristo foi verdadeiramente enviado pelo Pai.


Que a Virgem Maria nos ajude a lutar pela unidade em Cristo.

 
 
 

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