Sermão – A Misericórdia de Cristo e o Chamado da Igreja (Mateus 9:36-10:8) – 14 de junho de 2026
- 13 de jun.
- 3 min de leitura

No Evangelho de hoje, encontramos uma das mais belas qualidades do coração de Jesus: a sua compaixão.
São Mateus nos conta que, ao ver as multidões, Jesus teve compaixão delas porque estavam cansadas e aflitas, como ovelhas sem pastor.
Jesus não vê as multidões simplesmente como uma comunidade. Ele vê cada pessoa individualmente. Ele conhece o sofrimento, os medos, os pecados, as lutas e as esperanças das pessoas.
Ele vê aqueles que buscam a Deus, mas não conseguem encontrá-Lo. Ele vê aqueles que perderam o sentido da vida. Ele vê aqueles esmagados sob o peso do pecado. E seu coração se enche de compaixão por seu sofrimento.
Ainda hoje, muitas pessoas em nosso mundo são como ovelhas sem pastor.
Muitas pessoas vivem longe de Deus. Algumas perderam a fé, enquanto outras nunca conheceram Jesus Cristo.
As pessoas buscam a felicidade no dinheiro, no poder ou em prazeres passageiros, mas, no fim das contas, sentem um vazio no coração.
Muitas pessoas não rezam, não vão à igreja ou não observam os sacramentos há anos.
Jesus vê tudo isso e olha para as pessoas com a mesma compaixão hoje. Então ele diz aos seus discípulos:
"A colheita é abundante, mas a mão de obra é escassa."
De fato, a colheita é abundante. Há muitas pessoas que precisam ouvir a Palavra de Deus. Há muitos pecadores esperando pelo perdão.
Há muitos doentes e idosos que precisam de conforto. Há muitos jovens que aguardam orientação no caminho da fé. Há inúmeras pessoas em busca de salvação.
Mas há poucos trabalhadores.
Essas palavras são particularmente importantes hoje. Em muitas partes do mundo, o número de sacerdotes está diminuindo. Muitas congregações não estão recebendo serviços espirituais adequados.
Os chamados ao sacerdócio e à vida de devoção são cada vez menos frequentes. Há uma grande necessidade de obreiros para servir à Igreja.
Jesus também nos mostra a solução para esse problema. Ele não nos pede que façamos planos ou encontremos novos métodos primeiro. Ele primeiro diz isto:
"Implore ao dono da colheita que envie trabalhadores para colhê-la."
Portanto, toda a Igreja precisa orar pelas profissões de fé. Devemos orar pela vocação sacerdotal, religiosa e por aqueles que trabalham para Cristo Jesus.
As famílias devem orar para que seus filhos estejam abertos ao chamado de Deus. As congregações devem orar constantemente por novas e sagradas profissões de fé.
Às vezes queremos novos padres, mas não queremos que um filho da nossa própria família atenda a esse chamado.
No entanto, um dos maiores presentes que uma família pode receber é quando um filho dedica sua vida a Deus e à Igreja.
Mais adiante no Evangelho, Jesus chama os Doze Apóstolos e os envia em sua missão. Primeiro, ele lhes pede que orem e, em seguida, os torna a resposta à sua oração.
Isso nos ensina que Deus continua a chamar pessoas hoje. O problema não é que Deus tenha parado de chamar, mas que as pessoas não ouvem ou não respondem a essa voz.
Mas essa tarefa não é exclusiva de padres e freiras. Todo cristão tem uma missão. Todos nós fomos enviados por Jesus. Cada um de nós deve ser testemunha do Evangelho onde quer que estejamos.
Uma mãe pode propagar o evangelho ensinando seus filhos a orar. Um pai pode dar o exemplo de vida cristã para sua família.
Os jovens podem testemunhar sua fé aos amigos. Os idosos podem servir à Igreja por meio de suas orações e sacrifícios.
Jesus nos pede especificamente para irmos ao encontro das “ovelhas perdidas”. Portanto, não podemos nos esquecer de nossos irmãos e irmãs que se afastaram de Deus.
Não somos chamados a julgá-los, mas a aproximá-los amorosamente do Senhor. Talvez um convite, uma conversa amigável, uma mão amiga ou uma oração sincera possam ser uma oportunidade para que alguém se volte para Deus.
Finalmente, Jesus diz:
"Você recebeu sem esperar nada em troca, dê sem esperar nada em troca."
Nossa fé, nossa salvação e o amor de Deus não são conquistas nossas; são todos dons de Deus.
Portanto, nós também devemos compartilhar generosamente esses dons que recebemos com os outros.
Hoje, peçamos ao Senhor estas bênçãos: que possamos levar o coração compassivo de Jesus para aqueles que estão perdidos.
Que muitos sacerdotes, freiras e pessoas santas e fiéis que trabalhem para Jesus sejam levantados para a Igreja.
E que cada um de nós, cumprindo fielmente a tarefa que Deus nos confiou, ajude muitas pessoas a encontrar o caminho da salvação.
Que a Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja e padroeira de todas as profissões, interceda por nós e por todos os jovens que o Senhor chama.



Comentários